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Homeopatia: alternativa à frustração

Pacientes desiludidos e cansados dos tratamentos convencionais compõem o perfil da maioria que opta por recursos mais naturais.

Mayze dos Santos, 46 anos, sofria de uma dor na coluna chata, insistente. Cansada da quantidade de medicamentos que era obrigada a tomar na tentativa de eliminar o sintoma, a fonoaudióloga deu início a um tratamento homeopático. Assim como Mayze, esse é o principal perfil da maioria das pessoas que decidem colocar os pés, pela primeira vez, em um consultório de um médico homeopata.

Entre elas estão, principalmente, portadores de doenças crônicas. Frustrados com o baixo retorno dos tratamentos convencionais se comparado à grande agressão que os medicamentos alopáticos tradicionais – como antibióticos, antialérgicos e corticóides - submetem o organismo, esses pacientes têm encontrado na homeopatia uma forma de atingir o resultado que procuram.

“A utilização crônica de medicamentos convencionais assusta os pacientes que têm medo de reações colaterais e também tem dependência deles. Quem procura a homeopatia costuma ser também aquelas pessoas descontentes com atendimento médico tradicional, muito rápido e sem individualização ou personalização do doente”, avalia o homeopata Sérgio Furuta, diretor da Associação Paulista de Homeopatia.

A individualização do paciente e o seu tratamento como um todo, e não apenas dos sintomas, estão entre os principais princípios norteadores da homeopatia, que procura tratar os indivíduos levando em conta suas características emocionais, psicológicas e físicas.

Sistematizada em 1796 pelo médico alemão Samuel Christian Hahnemann, a homeopatia considera que o homem é portador de uma energia vital, responsável pelo funcionamento saudável do corpo, coordenando suas defesas naturais contra as doenças.

Por meio de preparações bastante diluídas de substâncias naturais, normalmente de origem vegetal e mineral, destinadas a aumentar as capacidades curativas que o organismo possui, a homeopatia trata a pessoa dentro da sua globalidade.

Dentro dessa visão, a doença é concebida como um desequilíbrio interno e os homeopatas se esforçam para resolver os problemas subjacentes sem atacar unicamente os sintomas. “Trata-se de um tratamento realizado de dentro para fora, que procura eliminar aquilo que desequilibrou a energia vital do indivíduo”, explica o homeopata Admir Franzolin.


O tratamento

Segundo os especialistas, quanto mais os efeitos de uma substância se aproximam dos sintomas do paciente, mais suas virtudes terapêuticas são importantes na cura do paciente. Diferentemente da medicina tradicional, que atua pela “ação dos contrários”, a homeopatia é pautada pela lei dos semelhantes, que pressupõe que a chamada energia do medicamento deve ser igual a da doença. Ao mesmo tempo, quanto mais uma substância é diluída, maior será sua eficácia.

“O medicamento homeopático é resultado da transformação de uma matéria em energia e a energia que eu coloco em contato com o indivíduo simula a enfermidade que ele possui; é como se eu colocasse a doença dentro da doença. Na verdade, eu estou estimulando todo o sistema imunológico a combater a doença”, pontua o homeopata Celso Felício de Carvalho.

Segundo explica o médico, para que o medicamento gere resultados, além de semelhar-se ao comportamento da doença, precisa ser mais forte do que ela em potência. “À medida que eu diluo o medicamento, eu estou aumentando-o em potência, energia. Por ser mais forte que a doença, o remédio a elimina”, afirma.


A busca pelo medicamento adequado

Uma avaliação criteriosa que considere de sintomas físicos a emocionais, até características biológicas referentes ao temperamento e preferências alimentares, assim como reações ao clima ou acontecimentos, é primordial na busca pelos medicamentos mais adequados a cada pessoa que opte por um tratamento homeopático.

“Os médicos têm de saber fazer as perguntas corretas para conseguir saber do paciente o sintoma que ele precisa para fazer a leitura do remédio. E essa investigação inclui até, por exemplo, descobrir em que posição a pessoa dorme”, explica o homeopata Celso Felício de Carvalho. “Além dos sinais físicos, cores de cabelo, pele e olhos têm muito a dizer ao homeopata. Uma pessoa baixinha, gordinha e de dedos curtos, por exemplo, tem remédios que são mais frequentes para ela”, completa.

Embora existam espécies de “guias” onde médicos e leigos encontram sistematizados os principais medicamentos, suas características e o tipo de pessoas a eles relacionadas , a farmacêutica homeopata Tânia Negrão destaca a importância do acompanhamento médico.

“Conhecer as características dos medicamentos é importante para que as pessoas compreendam melhor como a homeopatia age. Mas muitos fatores são considerados para que o paciente seja diagnosticado e um remédio prescrito”, alerta.

“Nada de tomar o remédio receitado para o vizinho. Cada pessoa é única e uma mesma dor de cabeça pode ser tratada de diferentes maneiras, dependendo do paciente. Isso porque a homeopatia não trata, por exemplo, uma dor de cabeça, mas um indivíduo com dor de cabeça”, esclarece.

Por: Karla Beraldo - Redação: Jornal da Cidade Baurú

Publicado em: 28/11/2010

Fonte: http://www.jcnet.com.br/detalhe_geral.php?codigo=196818

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