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Melhores estratégias no enfrentamento do diabetes

Por enquanto, o diabetes não tem cura, uma vez detectado, ainda é para sempre. Entretanto, para nosso alento, essa não é mais uma fatalidade para aqueles grupos classificados como “de risco”, como pessoas obesas e aquelas descendentes de pais diabéticos.

“Diabetologistas de todo o mundo, reunidos na Flórida, EUA, em junho passado, durante o 70º Congresso da Associação Americana de Diabetes (ADA) puderam assistir a diversas apresentações, conferências, debates e palestras que reforçaram a possibilidade de prevenção do diabetes através de modificações no estilo de vida, os famosos Programas de Prevenção do Diabetes (PPD)”, afirma a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional.

“Esses programas conseguem reduzir em até 58% a incidência do diabetes tipo 2, a forma mais comum da doença em populações altamente susceptíveis, aliando medicações sabidamente preventivas, como a metformina, dietas com o objetivo de alcançar pequena perda de peso (7% do peso corporal) e atividade física de 150 minutos por semana”, explica Ellen Paiva.

A detecção precoce

Nos países mais desenvolvidos que o nosso, as doenças são analisadas em relação ao custo financeiro que elas representam para o Estado. Isso não significa ser cruel ou insensível à dor causada a uns poucos por doenças raras. Significa ser responsável em relação à cobertura do sistema de saúde em relação ao diabetes, uma doença avassaladora que assusta pela progressão do acometimento à população e pelas seqüelas entre os que sobrevivem.

Por esta ótica, outro importante ponto discutido no congresso anual da Associação Americana de Diabetes (ADA), foi a apresentação dos dados de vários estudos que comprovaram que o rastreamento do diabetes em populações de risco economizaria recursos a curto prazo, mesmo levando em conta o custo da medicação e dos exames falsos positivos. “Os testes utilizados no rastreamento do diabetes podem ser variados, de acordo com as peculiaridades de cada paciente, indo desde a glicose medida no sangue em jejum até testes mais sofisticados como curvas glicêmicas e a chamada hemoglobina glicosilada. Nestes testes, a glicose é medida no sangue, após a exposição do paciente a uma quantidade padronizada de açúcar. Essa avaliação é sempre mais acurada e detecta o diabetes nas pessoas cuja glicemia de jejum pode ainda ser normal. Já a hemoglobina glicosilada tem a capacidade de medir a média da glicemia no sangue durante os últimos 3 meses”, explica a médica, Mestre na área de Nutrição e Diabetes pela USP.

Toda essa investigação é muito importante, uma vez que quanto mais cedo pudermos intervir no estado de saúde desses pacientes, mais eficientes e seguras serão as possibilidades de tratamento dos mesmos. “Tendo em vista o fato de que a perda da função do pâncreas é progressiva, quando fazemos o diagnóstico do diabetes por conta do aparecimento dos sintomas, a doença já estará avançada ao ponto do paciente haver perdido cerca de 80% da sua capacidade de produzir insulina”, alerta Ellen Paiva, diretora do Citen.

Isso reforça a necessidade de programas governamentais mais abrangentes no Brasil, visando a prevenção do diabetes nas pessoas de risco e a detecção precoce da doença, tendo em vista que nos países em desenvolvimento, o diabetes irá avançar com um grau de progressão maior do que nos países desenvolvidos.

CONTATO:

www.citen.com.br

http://twitter.com/Citensp





Por: Márcia Wirth - Segs Portal Nacional - Seção: Notícias / Saúde

Publicado em: 15/07/2010

Fonte: http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=14304:-melhores-estrategias-no-enfrentamento-do-diabetes&catid=47:cat-saude&Itemid=328

Comer bem não é encher a pança

Geralmente a pessoa bate na barriga cheia, saindo pra fora da roupa, e diz: comi bem! No tempo dos nossos avós, quando não havia agrotóxicos, talvez isso não fizesse tanto mal. Mas, nos dias de hoje, com tanto alimento adulterado, as pressões do dia-a-dia, falta de sol, pouco sono, alimentos congelados, banhos de química para o vegetal ficar verde, muito trabalho e estresse, comer muito e sem saber a procedência dos alimentos é um problema sério. Além disso entra a questão da seleção dos alimentos graças aos novos conhecimentos sobre plantas medicinais, vegetais e a atuação deles na nossa saúde. Sim, mais do que nunca, o que você coloca na mesa para sua família comer precisa ser medicinal, preventivo, saudável, com qualidade e orgânico. Há muito conteúdo sobre o assunto, assim como há muita confusão.Por trás das confusões há o interesse na indústria da doença que hoje toma conta dos medicamentos feitos em laboratórios. Há também a ganância financeira que enche os alimentos de agrotóxicos e químicos, que a gente ingere sem muito questionamento. Já está provado que a saúde depende da sua alimentação. A sua dieta pode ser ótima mas não estar de acordo com o seu tipo biológico. Se você ganha peso ou perde peso, então algo precisa ser redirecionado e há nutricionistas para lhe orientar sobre isso. Mas, procure um profissional que não seja inimigo das coisas da natureza e do caminho holistico da vida feliz.

Nas vésperas de Natal, é preciso ter esse cuidado e comprar apenas alimentos frescos, orgânicos e da época. Nada de frutas fora da época ou importadas de outro país. Tem gente dando uvas para galinhas no Nordeste! Cada região do país pode encher a mesa com as próprias frutas. A diferença estará na introdução de ervas, cascas, sementes, poupas, frutos e folhas. Esses ingredientes estão bem documentados há mais de 3000 anos no livro indiano chamado “Charaka Samhita”. Em 1990, na China, minha primeira lição foi: tudo o que se come é medicamento.

A gente já conhece aqueles comentaristas daquela rede de televisão famosa que dá uma de moçinho que sabe tudo sobre alimentos e ervas mas na verdade o interesse dele é de manter a população longe daquilo que lhe é mais precioso, o conhecimento antigo, dos antepassados, que é basicamente holístico. Ele quer que você viva nas farmácias! A cada dia que passa se sabe da importância de uma vida saudável e holística, apesar da turma do contra.

A midia internacional fala dos alimentos funcionais, que são aqueles que provém benefícios para a saúde, isto é, vão além da função nutricional-alimentar, como vitaminas e minerais. Os alimentos funcionais são entregues pela natureza para o bem-estar da humanidade, independente da classe social. Por exemplo, alho, que já se usa cozinhar junto com o arroz para se comer a poupa. Alho tem mais de 300 propriedades curativas e preventivas da imunidade. Plateleiras de supermercados e lojas holísticas já exibem todo tipo de combinação de alimentos funcionais, muitos deles possíveis de serem plantados e colhidos em vasos caseiros ou em um quintal pequeno, uma horta, orgânicos. Por exemplo, cascas de manga não se joga fora, ensina minha sobrinha Grayce. Junto com a poupa, faz o suco ficar cremoso, verde-dourado, rico em fibras e bom para quem tem problemas musculares. A goiaba, também. Se você tem insegurança e medos, goiaba neles! As sementes de cajú, girassol, de abóbara podem ser utilizadas de várias formas, de aperitivos até cozinhar com arroz (se você tem pressão alta e facilidade para engordar, fique loge de arroz porque esse rico alimento vira açúcar no organismo).

Largue aquela pitada de sal sobre os alimentos cozidos porque você estará salvando anos de sua preciosa vida. O baço vai adorar e contar quantas sementes de abóbara você comeu. O Brasil é rico em poupas e os sucos não devem faltar à mesa, com uma pitada de farinha de jatobá. Qual a fruta que não pode se juntar a uma beleza salada de alface, couve, azeite de oliva? Na hora de cozinhar as carnes, troque o óleo que você usa por óleo de coco extra-virgem. A sua pele vai agradecer. Se você tem alguém com pressão alta, será uma ajudinha na saúde dela. Não esqueça do café forte com uma pitada de canela! Em 1980, o governo japonês baixou leis regulando o uso de alimentos funcionais na dieta. De lá para cá, mais de 10.000 produtos estão em uso naquele país, o que faz o povo japonês um dos mais saudáveis do mundo. Alho agora é utilizado para prevenir doenças cardíacas; grãos e legumes previnem câncer, assim como manga, cenoura, abricó, abóbaras, vegetais verdes. Comer bem não é encher a barriga de feijão, arroz e carne, nem é ir para restaurantes se encher de massas ou churrascos. Não é a quantidade quem faz a saúde, é a qualidade e a variedade. Soja previne osteoporosis, câncer e doenças cardíacas; Couve e brocolis estão na lista dos preventivos contra todo tipo de tumor e câncer; Uva, morango e groselha são antioxidante e contém substâncias anticâncer. Há também os alimentos funcionais vindo do mundo animal, como peixes (omega 3,6,9, que combate pressão alta e doenças cardíacas, mais saudável do que Peru). Cuidado com o bacalhau e o excesso de sal dele. Há um mundo inteiro a descobrir, mas tenho uma dica: tudo o que a sua região produz é o que você precisa comer, sempre com moderação, porque o que faz encher a barriga é o prazer de uma boa comida, feita com amor, pela pessoa amada ou por você mesmo, em sintonia com o universo. Se você acha que no Brasil se como mal, é porque você viaja pouco. O que a gente precisa é melhorar mais ainda e utilizar todos os recursos naturais que a gente tem. Neste Natal, diminua o açúcar e o sal em tudo o que você fizer para você e para os outros. Deixe que ervas, cascas, sementes, poupas, frutos e folhas povoem os seus pratos. Saúde!



Por: José Joacir dos Santos

Publicado em: 15/12/2010

Fonte: http://www.joacir.com/

Água mineral pode ser prejudicial a hipertensos

Muito se fala a respeito do valor terapêutico da água mineral, mas pouco se conhece sobre o assunto. Não há estudos que comprovem a crença popular de que os sais minerais da água podem agir como remédio. "Não existe água medicamentosa", atesta a professora da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Sérgia Maria Starling Magalhães, que coordena o Laboratório de Saúde Pública/Água. "As pessoas têm a ideia de que vão ter benefícios ao consumir a água mineral. O benefício se restringe a você tomar uma água que não passou por um processo químico de tratamento", avisa.

Ao analisar a composição da água mineral, é fácil perceber que ela contém elementos realmente benéficos à saúde. O bicarbonato alivia os sintomas de doenças estomacais como gastrite; o cálcio é indicado para fortalecer ossos e o magnésio melhora o funcionamento do sistema nervoso. A questão, porém, é que nosso corpo só absorve os sais minerais quando está carente deles. "Um indivíduo sem problema de saúde não vai aproveitar os componentes da água", esclarece Sérgia.

A polêmica ainda se deve ao fato de que os elementos saudáveis da água mineral também estão presentes em alimentos que fazem parte do nosso cotidiano. Isso significa dizer que o bicarbonato, o cálcio e o magnésio podem ser obtidos a partir de uma alimentação equilibrada. A professora da UFMG dá o exemplo de uma pessoa anêmica. Se ela tomar água ferruginosa, com certeza vai ser beneficiada, mas terá uma melhora ainda maior se comer alimentos ricos em ferro. "Se você tiver uma alimentação adequada, essa água não vai contribuir em nada para um melhor desempenho da saúde", afirma.

É bom ficar atento porque, em alguns casos, a água mineral pode ser prejudicial. Quem sofre de insuficiência renal deve evitar o consumo de água muito rica em sais minerais, pois eles podem se acumular no organismo e gerar problemas metabólicos. "Ocorre o comprometimento do sistema excretor e, em vez do benefício, a água pode comprometer a saúde", alerta Sérgia. Outro exemplo é o fluoreto. Altas concentrações do componente podem causar danos aos dentes, principalmente em crianças na primeira fase da dentição. "Nesse caso a água tem efeito negativo. Ela pode até estar dentro dos parâmetros, mas vai gerar problema para uma criança", diz a professora mineira.

Deve-se dar atenção especial ao sódio, considerado um dos maiores inimigos da saúde para toda a população. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reduziu de 6 gramas para 5 gramas a quantidade máxima de sal que podemos consumir por dia, o que corresponde a cinco colheres de chá rasa. "A cada grama que reduzimos, diminuímos a proporção da população com hipertensão, infarto e derrame", afirma o presidente do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Marcus Vinícius Bolívar Malachias.

Não é que a água mineral vá provocar doenças cardiovasculares, mas, ao ingeri-la, a pessoa está consumindo uma porção a mais de sódio, mesmo que seja pequena, que vai se somar ao que está presente em quase todos os alimentos. "Numa alimentação urbana, comemos 2g de sal devido ao sódio já incluso nos alimentos, sem considerar o que adicionamos nas refeições", explica o médico. A quantidade de sódio presente em 1g de sal de cozinha, por exemplo, é de 0,4g. Um pão francês costuma ter 0,3g. Já os temperos prontos contêm 2g em cada tablete. Juntando tudo, o brasileiro come, em média, 10g de sal por dia, bem acima do indicado pela OMS. Só para ter uma ideia, os índios ianomâmis consomem menos de 0,5g de sódio por dia. Não é à toa que entre eles o índice de hipertensão é zero.

Hipertensão
Por esse motivo é recomendável optar por uma água mineral com baixo teor de sódio (menos de 5mg/l). Entre as marcas comercializadas em Belo Horizonte, algumas contêm menos de 1mg/l de sódio, enquanto outras concentram mais de 30mg/l, principalmente as gasosas.

A preocupação da OMS é com a hipertensão, principal fator de risco para doenças cardiovasculares, que representam a maior causa de morte no mundo. No Brasil, 30% das mulheres e 36% dos homens adultos sofrem de pressão alta. Mais de 30% dos óbitos (300 mil) registrados por ano aqui estão ligados a problemas cardíacos e circulatórios. A primeira causa de morte é o acidente vascular cerebral que, em 80% dos casos, vinculado à hipertensão. Em segundo lugar, vem o infarto. Metade dos brasileiros que morrem em decorrência de ataque cardíaco tem pressão alta. " Com a hipertensão, a expectativa de vida é reduzida em 16 anos. Veja quanta vida é jogada fora", comenta Malachias.

O sal, por meio do mecanismo conhecido como osmose, faz com que o organismo aumente a retenção de água para dar conta de diluí-lo. Com isso, as artérias ficam com volume maior. "O sódio incha a parede das artérias e diminui o calibre delas, aumentando a pressão", explica o cardiologista. A substância ainda promove a contração dos vasos sanguíneos ao inibir uma substância dilatadora chamada de óxido nítrico, que é um gás produzido pelo endotélio (parede das artérias). "O óxido nítrico é importantíssimo para a saúde, pois mantém as artérias com bom fluxo de sangue."

Não podemos ser injustos: o sódio não assume só papel de vilão e é considerado um dos elementos fundamentais para a vida. "Ele participa de funções vitais do organismo. Controla o tônus das artérias, a contração dos músculos, regula a pressão e ajuda no fluxo sanguíneo", afirma Malachias. Em baixa concentração, o sódio repõe a perda de água no organismo e facilita a transmissão nervosa. A falta dele (hiponatremia), inclusive, é muito grave e pode provocar problemas neurológicos, como degeneração e confusão mental.

O que é
Considera-se mineral aquela água de fonte natural que atingiu profundidades maiores e se tornou enriquecida em sais absorvidos das rochas do entorno de onde é captada. O único processo pelo qual ela passa antes de ser extraída é o de purificação, em que filtros com poros minúsculos são usados para reter os micro-organismos e só deixar o líquido sair. A água que chega à nossa casa também é oriunda de fonte natural, mas precisa passar por uma série de processos para se tornar própria para o consumo. Por isso, a água mineral é tida como mais pura e mais saudável.

Análise da água
Em Minas Gerais, é a Fundação Ezequiel Dias (Funed) que analisa a água mineral comercializada no estado. No ano passado, das 53 marcas avaliadas, 33 foram reprovadas na análise de rotulagem, uma foi notificada devido à presença de coliformes fecais e três foram reprovadas por conter pseudomonas aeruginosa (uma bactéria gram-negativa extremamente versátil, que pode ser encontrada em diversos ambientes). Não houve amostras reprovadas nas análises físico-químicas. O resultado é repassado para a Vigilância Sanitária, órgão que fiscaliza e pune as indústrias de água mineral. O produtor pode ser multado ou até interditado, dependendo da gravidade do problema. "Mais que analisar, é muito importante fazer a inspeção no local. A amostra pode não representar tudo que está ocorrendo na empresa", afirma a gerente de Vigilância Sanitária de Alimentos, ligada à Secretaria de Estado de Saúde de Minas, Cláudia Parma.



Por: Diario de Pernanbuco - Estado de Minas

Publicado em: 27/03/2011

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?materia=20110309110316

Meditar ajuda a baixar pressão

Em “A Arte da Meditação”, aprendemos que técnicas de relaxamento são recomendadas como mais um elemento que ajuda a reduzir a tensão arterial em pacientes hipertensos. A obra traz um CD com quatro tradicionais técnicas de meditação para você ouvir e tranquilizar a mente.

Quem escreveu o livro foi Daniel Coleman, autor do best-seller “Inteligência Emocional”, para quem o hábito de meditar diariamente permite que você se desligue do estresse, trazendo calma e energia para enfrentar melhor os desafios da vida.

Talvez o mais antigo e mais significativo interesse médico pelo relaxamento tenha sido relativo à ajuda que ele presta ao combate de doenças cardíacas. Pesquisadores que trabalharam com o Dr. Benson informaram que a meditação diminuía a resposta do corpo à norepinefrina, um hormônio que o organismo libera em reação ao estresse.

Apesar de a norepinefrina normalmente estimular o sistema cardiovascular, aumentando a pressão sanguínea, ela não produzia o mesmo efeito nas pessoas que costumavam meditar. Em vez disso, elas mostraram uma diminuição na pressão sanguínea. Essa reação é igual à dos betabloqueadores receitados para controlar a pressão sanguínea.

A utilização clínica do relaxamento para controlar a pressão alta, principalmente em casos moderados, tornou-se um tratamento comum, como registra relatório do Instituto Nacional de Saúde. Se praticada constantemente, em geral ela pode substituir a medicação ou diminuir o uso de remédios. Em um estudo feito na Inglaterra, pacientes treinados nesse método revelaram baixas na pressão sanguínea quatro anos depois de terem encerrado o treinamento.

Os benefícios para pacientes com doenças cardíacas vão além do controle da pressão sanguínea. Revelou-se que o relaxamento ajuda a aliviar as dores da angina e a arritmia e baixa os níveis de colesterol no sangue. Dean Ornish mostrou que o relaxamento praticado regularmente aumenta o fluxo de sangue para o coração, diminuindo o perigo de uma isquemia.

PARA LER

A Arte da Meditação

Autor: Daniel Goleman

Editora: Sextante

Páginas: 48 (inclui CD)

Quanto: R$ 11,92



Por: Diário do Pará -

Publicado em: 23/04/2011

Fonte: http://diariodopara.diarioonline.com.br/N-131462-MEDITAR+AJUDA+A+BAIXAR+PRESSAO.html

Monges budistas são analisados durante meditação

Desde 2008 que um especialista está a estudar o cérebro dos monges a meditar com ressonância magnética.

A prática é ancestral, mas ainda ninguém se tinha lembrado de a estudar profundamente. Zoran Josipovic, neurocientista e professor na Universidade de Nova Iorque, interessou-se pelo tema e, desde 2008, tem registado o que acontece na mente de monges budistas tibetanos durante a meditação. O registo é feito através de ressonância magnética e o seu estudo poderá vir a ajudar na cura de algumas doenças, como depressões ou estados de infelicidade. "Uma coisa que a meditação faz para aqueles que a praticam muito, é cultivar capacidades de atenção", diz o especialista, acrescentando que essas capacidades, se bem aproveitadas, podem ajudar a conduzir a uma forma mais tranquila e feliz de estar.

Zoran Josipovic utiliza um scanner - que rastreia o fluxo sanguíneo na cabeça dos monges durante o exercício - para compreender como é que o cérebro se reorganiza nessa altura. "A pesquisa da meditação, especialmente nos últimos dez anos, mostrou ser bastante promissora já que aponta para a capacidade do cérebro mudar e optimizar-se, de uma forma que antes não sabíamos ser possível", afirmou Josipovic, citado pela BBC.

As redes neurais dos praticantes experientes, quando estão relaxados e em estado de unidade, alteram-se à medida que diminui a barreira psicológica entre eles e os seus ambientes. E esta reorganização no cérebro pode levar àquilo que alguns praticantes afirmam ser um estado de profunda harmonia entre a pessoa e o seu ambiente, esclareceu o especialista.



Por: IONLINE - Portugal

Publicado em: 25/04/2011

Fonte: http://www.ionline.pt/conteudo/119112-monges-budistas-sao-analisados-meditacao

Tipo intestinal: humanos têm três tipos diferentes de intestino

Grupo intestinal

No futuro, quando você entrar no consultório médico ou no hospital, poderão lhe perguntar não apenas sobre as suas alergias e seu grupo sanguíneo, mas também sobre o seu tipo de intestino.

Cientistas descobriram que os seres humanos têm 3 tipos diferentes do intestino, independentemente do sexo, nacionalidade e idade.

A descoberta, feita por cientistas do Laboratório Europeu de Biologia Molecular (EMBL), na Alemanha, e colaboradores do consórcio internacional MetaHIT, foi publicada na revista Nature.

Marcadores genéticos microbianos

O estudo também revelou a existência de marcadores genéticos microbianos, estes sim, relacionados com características como sexo, idade e índice de massa corporal.

Estes genes bacterianos poderão no futuro ser usados para ajudar a diagnosticar e prevenir doenças como o câncer colo-retal, enquanto a informação sobre o tipo intestinal de uma pessoa poderá ajudar a delinear o melhor tratamento.

Bactérias intestinais

Todos nós temos bactérias em nosso intestino que ajudam a digerir o alimento, quebrar as toxinas e produzir algumas vitaminas e aminoácidos essenciais, além de formar uma barreira contra os invasores.

Mas a composição da comunidade microbiana intestinal - os números relativos de diferentes tipos de bactérias - varia de pessoa para pessoa.

"Nós descobrimos que a combinação dos micróbios no intestino humano não é aleatório," diz Peer Bork, coautor do estudo. "Nossa flora intestinal pode se organizar em três tipos diferentes de comunidade - três ecossistemas diferentes, por assim dizer."

Enterotipos

Bork e seus colegas primeiro analisaram as bactérias do intestino de 39 indivíduos de três diferentes continentes (Europa, Ásia e América) e, posteriormente, estenderam o estudo para um extra de 85 pessoas da Dinamarca e 154 dos Estados Unidos.

Todos estes casos podem ser divididos em três grupos, com base em quais espécies de bactérias ocorrem em números mais elevados em seu intestino: pode-se dizer que cada pessoa tem um de três tipos de intestino, ou enterotipos.

Os cientistas ainda não sabem por que as pessoas têm esses tipos diferentes do intestino, mas especulam que isto poderia estar relacionado com diferenças na forma como o sistema imunológico distingue entre bactérias amigas e nocivas, ou a diferentes formas de liberação de resíduos de hidrogênio a partir das células.

Como os grupos sanguíneos, estes tipos de intestino são independentes de características como idade, sexo, nacionalidade e índice de massa corporal.

Melhores tratamentos

Mas os cientistas descobriram, por exemplo, que o intestino de pessoas mais idosas parece ter mais genes microbianos envolvidos na quebra de carboidratos do que as pessoas mais jovens.

Possivelmente isso ocorre porque, à medida que envelhecemos, ficamos menos eficientes no processamento dos nutrientes - por isso, para sobreviver no intestino humano, as bactérias têm de assumir essa tarefa.

"O fato de que há genes bacterianos associados com características como idade e peso indica que pode haver também marcadores para características como a obesidade ou doenças como o câncer colo-retal," diz Bork, "o que poderia ter implicações para o diagnóstico e o prognóstico [dessas condições]."

Se este for realmente o caso, ao avaliar a probabilidade de que um paciente contraia uma doença em particular, os médicos poderiam procurar pistas não somente no corpo do paciente, mas também nas bactérias que vivem nele.

E, após o diagnóstico, o tratamento poderia ser adaptado para o tipo de intestino do paciente, para garantir os melhores resultados.



Por: Redação do Diário da Saúde

Publicado em: 27/04/2011

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=tipo-intestinal&id=6426

Estudo da íris revela como está a sua saúde

A iridologia é o estudo da íris, que vai desde sua anatomia e fisiologia até a possibilidade de conhecer a constituição geral e parcial do indivíduo. E para conhecermos mais sobre as pessoas, a partir de aspectos mentais e psíquicos, utiliza-se a irisdiagnose.

Ela é uma ciência-arte que permite detectar perturbações orgânicas, nutricionais, nervosas e até algumas disposições a determinadas patologias. Tudo através da observação da íris.

A fascinação pela íris existe desde os primórdios da humanidade. Em 1670, surgiram menções para os sinais da íris, fornecimento básico para publicar o seu primeiro mapa. Desde então os estudos só evoluem.

O olho faz parte dos cinco órgãos dos sentidos: visão, olfato, tato, paladar e audição. Isso porque quando o órgão do sentido, ao receber estímulo, transmite ao cérebro a informação recebida e a mesma é transformada em sensação.

A íris apresenta alterações em suas fibras em função de suas debilidades hereditárias e mudanças no organismo com o passar do tempo. Mas o exame iridológico não substitui os laboratoriais. Eles facilitam o diagnóstico para um exame clínico correto.

A doença ocorre quando um agente agressor – como falta de nutrientes, lesão ou invasão por parasitas -interrompe o equilíbrio interno. E qualquer alteração celular pode afetar o organismo como um todo. No decorrer de nossas vidas consumimos diversas coisas, muitas boas, outras nem tanto.

Hoje uma pessoa jovem realmente não terá sintomas, mas quando chegar a uma idade mais avançada, os problemas podem aparecer. Daí a importância de um diagnóstico precoce.


Por: eBand - On Line - Seção: Jornalismo/Saúde

Publicado em: 13/04/2011

Fonte: http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=100000420771

Para ser feliz, não vá com tanta sede ao pote

Obsessão pela felicidade

A busca pela felicidade é algo saudável.

Mas alguns pesquisadores começam a alertar que, pouco a pouco, essa busca está se transformando em uma obsessão muito pouco saudável.

Na verdade, a busca pela felicidade já está sendo comparada a uma obsessão religiosa - aquela visão fundamentalista, presente em todas as religiões, em todos os tempos.

Felicidade agora

Depois de um milênio e meio da chamada "cultura ocidental", nem Católicos e nem Protestantes viam a felicidade como algo a ser alcançado. O objetivo sempre fora livrar-se do pecado original, ganhar a salvação e ser feliz só depois da morte.

Mas veio o Iluminismo e, com ele, a noção de que a felicidade era algo para o presente e para esta vida corporal. Não seria necessário esperar pela morte para obter a felicidade - sem contar o risco de não se conseguir alcançá-la.

Renúncia e desprendimento logo deram lugar a outras "virtudes", que deveriam permitir cada vez mais momentos de felicidade.

Mas o filósofo francês Pascal Bruckner aponta é que, embora esse seja um bom objetivo, as pessoas estão se tornando infelizes em nome de sua busca pela felicidade.

"A felicidade se tornou um bem a ser vendido. O capitalismo exige que nós compremos, e, se temos que comprar, temos que buscar nossa satisfação nas compras. É por isso que as maiores lojas e empresas colocam a palavra felicidade em suas campanhas de marketing: 'estamos trabalhando pela sua felicidade', e por aí afora," afirmou ele em um artigo publicado na revista New Scientist.

Felicidade volátil

Esta cultura do consumo vem misturando a felicidade com tudo, incluindo perfumes, cremes, xampus, mas também com a busca por saúde, que logo se transforma em uma busca sem fim pela longevidade e até por uma obsessão por uma inalcançável juventude eterna.

O problema é que a felicidade parece se esvair com o momento da compra. E a última crise financeira mostrou que a maioria das pessoas sequer consegue arcar com suas contas - débitos em parte assumidos em busca da felicidade.

"Mas você não pode comprar a felicidade ou construí-la como uma casa, ou pedi-la como faz com um prato em um restaurante. Ela é muito mais caprichosa e difícil," diz Bruckner.

Caminho para a felicidade

Para ele, o maior obstáculo à felicidade são as próprias pessoas, que precisam se reeducar para atingir seus ideais, vencendo os tabus criados pela sociedade consumista - cujo único compromisso é o próprio consumo.

"O fato de que a depressão seja uma das doenças mais prevalentes hoje deve-se provavelmente ao fato de que a felicidade tornou-se o único horizonte: a depressão emerge quando você não consegue ser feliz, é um colapso interno," afirma.

Como não alcançam a felicidade, em vez de parar e repensar seus objetivos ou suas táticas, as pessoas tentam procurá-la com um afinco cada vez maior, transformando a busca pela felicidade uma tarefa em tempo integral.

"As pessoas estão sempre se perguntando, 'Será que sou realmente feliz?', 'É isto que eu estava procurando?' Em vez disso, elas deveriam assumir uma visão mais relaxada: a felicidade vem e vai," propõe o escritor.

O que é felicidade

Para ele, felicidade é um momento de encantamento, quando as pessoas abandonam suas preocupações e sentem alcançar um estado mental diferente daquele do dia-a-dia.

"O que me faz feliz? Uma boa noite de sono, ter ideais, um bom projeto. Se você tem uma paixão, ela torna sua vida mais fácil, mesmo que você tenha dúvidas ou momentos de tristeza. Ter a felicidade como único objetivo torna as pessoas malucas, é muito difícil, e você não vai saber quando chegou lá porque não há uma definição precisa de felicidade," diz Bruckner.



Por: Redação do Diário da Saúde

Publicado em: 28/04/2011

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=ser-feliz-nao-va-tanta-sede-pote&id=6422

Ômega-3 em excesso eleva risco de câncer de próstata agressivo

Coração e próstata

Um estudo que procurava examinar a associação entre gorduras na dieta e o risco de câncer de próstata concluiu que o que é bom para o coração pode não ser bom para a próstata.

Homens com as maiores porcentagens de ácido docosahexanoico, ou DHA, um ácido graxo ômega-3 redutor de inflamações, comumente encontrado em peixes, têm duas vezes e meia mais risco de desenvolverem câncer de próstata agressivo de alto grau, em comparação com homens com níveis mais baixos de DHA.

Não foi encontrada conexão quando o foco é o câncer de próstata de baixo risco, menos agressivo.

A conclusão é dos pesquisadores do Centro de Estudos do Câncer Fred Hutchinson, nos Estados Unidos, depois de analisarem dados de um estudo nacional envolvendo mais de 3.400 homens.

De cabeça para baixo

Inversamente, homens com maiores índices de ácidos graxos trans no sangue - que estão ligados à inflamação e doenças do coração e abundante em alimentos industrializados que contêm óleos vegetais parcialmente hidrogenados - apresentaram uma redução de 50 por cento no risco de contrair câncer da próstata agressivo.

Por outro lado, nenhuma destas gorduras foi associada com um risco de câncer de próstata de baixo grau, menos severo.

Os pesquisadores também concluíram que os ácidos graxos ômega-6, que são encontrados na maioria dos óleos vegetais e estão ligados à inflamação e às doenças cardíacas, não têm conexão com o risco de câncer de próstata.

"Ficamos surpresos ao ver esses resultados e gastamos muito tempo para garantir que as análises estavam corretas," disse o Dr. Theodore Brasky, coordenador da pesquisa.

"Nossos resultados colocam de cabeça para baixo o que sabemos - ou melhor, o que nós pensamos que sabemos - sobre a dieta, a inflamação e o desenvolvimento do câncer de próstata, e mostra a complexidade de se estudar a associação entre a nutrição e o risco de várias doenças crônicas," diz ele.

Ácidos graxos e câncer de próstata

Os pesquisadores realizaram o estudo porque sabe-se que a inflamação crônica aumenta o risco de vários cânceres, e os ácidos graxos ômega-3, encontrados principalmente no óleo de peixe, têm efeitos anti-inflamatórios.

Em contrapartida, outras gorduras, como o ômega-6, dos óleos vegetais, e as gorduras trans encontrados em fast foods, podem promover a inflamação.

"Queríamos testar a hipótese de que as concentrações dessas gorduras no sangue estariam associadas com o risco de câncer de próstata," disse Brasky. "Nós pensávamos que os ácidos graxos ômega-3 poderiam reduzir e o ômega-6 e os ácidos gordos trans aumentarem o risco de câncer de próstata."

Mas não foi isto o que os dados mostraram - embora um estudo com 3.400 casos seja considerado pequeno para fundamentar qualquer recomendação a respeito, ou mesmo ser considerado conclusivo.

Mais pesquisas

Os mecanismos por trás do impacto do ômega-3 no risco do câncer de próstata de alto grau são desconhecidos.

"Além da inflamação, as gorduras ômega-3 afetam outros processos biológicos. Pode ser que esses mecanismos desempenhem um papel no desenvolvimento de certos cânceres da próstata", disse Brasky. "Esta é certamente uma área que necessita de mais pesquisas."



Por: Redação do Diário da Saúde

Publicado em: 29/04/2011

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=omega-3-risco-cancer-prostata-agressivo&id=6423

Pessoas com esperança tomam decisões melhores que pessoas felizes

Felicidade versus esperança

Pessoas felizes são mais propensas a comer doces, enquanto as pessoas esperançosas escolhem mais as frutas.

Mas por que ter esperança leva a decisões mais saudáveis, ao menos em termos de dieta, do que ser feliz.

Segundo duas cientistas norte-americanas, isso ocorre porque, quando as pessoas sentem esperança, elas estão pensando sobre o futuro.

"A maioria de nós está consciente que frequentemente caímos vítimas do comer emocional, mas como é que podemos escolher salgadinhos pouco saudáveis quando estamos nos sentindo bem?" discutem Karen Page Winterich (Universidade do Estado da Pensilvânia) e Kelly L. Haws (Universidade do Texas).

Emoções do presente e emoções do futuro

Como pesquisas anteriores haviam estabelecido uma conexão entre a tristeza e a má alimentação, as autoras queriam dar uma olhada mais geral na complicada relação entre emoções positivas e consumo de alimentos.

"Nós demonstramos a importância do aspecto temporal no qual as emoções positivas se focam e descobrimos que as emoções positivas com foco no futuro diminuem o consumo de alimentos pouco saudáveis no presente," escrevem elas.

Para entender por que alguém que está se sentido bem seria mais propenso a escolher uma barra de chocolate e deixar de lado uma fruta, as cientistas abordaram a diferença entre os sentimentos positivos que surgem quando pensamos no passado ou no presente (orgulho e felicidade) e a esperança, que é uma emoção mais orientada para o futuro.

Tempo e sentimento

No primeiro estudo, participantes esperançosos consumiram menos chicletes do que as pessoas que estavam se sentindo felizes.

No segundo estudo, as autoras descobriram que os consumidores que estavam mais focados no passado escolheram comidas pouco saudáveis, mesmo se estivessem sentindo esperança.

No terceiro estudo, elas tiraram o quadro do tempo da emoção positiva, trabalhando com participantes levados a se sentir esperançosos com relação ao passado ou fazendo-os experimentar orgulho no futuro.

Finalmente, as autoras compararam as emoções positivas focadas no futuro (esperança e orgulho antecipado) com as emoções negativas focadas no futuro (medo e vergonha antecipada).

Sua cintura agradece

Ao combinar todos os resultados, as pesquisadoras concluíram que a combinação de positividade e foco no futuro melhora o autocontrole.

"Então, da próxima vez que você estiver se sentindo bem, não se concentre demais em todas as coisas boas do passado. Em vez disso, mantenha aquele brilho positivo e foque no seu futuro, especialmente em todas as coisas boas que você imaginar que estão por vir. Sua cintura vai agradecer! " concluem as autoras.



Por: Redação do Diário da Saúde

Publicado em: 29/04/2011

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=esperanca-felicidade&id=6411

A ioga pode ajudar no tratamento da infertilidade feminina?

Aceitação da ioga como um tratamento complementar da infertilidade está crescendo lentamente.

Além de tributar o corpo, a mente e o bolso, a infertilidade pode ser uma experiência muito solitária. Em muitos países, já existem grupos de apoio para os casais inférteis, mas nos últimos anos, os cursos de "ioga para a fertilidade" tornaram-se cada vez mais populares. Eles são os últimos de uma série de abordagens holísticas ou de tratamentos complementares para o tratamento de infertilidade que incluem programas de acupuntura (cuja eficácia para os pacientes de infertilidade é apoiada por pesquisas) e massagens (que não apresentam dados específicos para apoiá-los).

Nenhum estudo científico provou até agora que a ioga tem aumentado as taxas de gravidez em pacientes inférteis. O ginecologista Joji Ueno, diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo, porém, esclarece:

— Todas as pacientes que praticam ioga defendem que as habilidades de enfrentamento que aprendem nas aulas ajudam a reduzir o estresse em relação à infertilidade. Além disto, o compartilhamento de experiências sobre a infertilidade com o grupo pode aliviar muito a tensão psicológica destas pacientes.

Estilo de vida moderna

Tabagismo, álcool, estresse, cafeína e alguns medicamentos podem prejudicar a fertilidade, assim como o sobrepeso, a obesidade ou a anorexia. Como melhorar as chances destas mulheres engravidarem: com dieta, massagem, ioga ou apenas com as técnicas consolidadas de reprodução humana?

— Assim como os médicos já fazem recomendações sobre o estilo de vida, visando prevenir doenças cardiovasculares e diversos tipos de câncer, é hora de acreditarmos que os fatores modificáveis também podem ser identificados no campo da saúde reprodutiva, visando a redução dos casos de infertilidade. E quando o assunto é modificar o estilo de vida do paciente, a ioga pode ser uma aliada das recomendações médicas — diz o especialista.

O estresse há muito tem sido apontado como um fator capaz de reduzir a probabilidade de concepção.

— A ioga é uma técnica de relaxamento muito eficaz e uma ótima maneira de fazer com que as mulheres entrem em sintonia com seus corpos — conta Ueno.

Importantes centros de tratamento de infertilidade já contam com aulas de ioga, como parte do “pacote de tratamentos oferecidos”. Dentre estes, destacam-se os programas dos Fertility Centers of Illinois, em Chicago (criados em 2002), e o Fertilidade Shady Grove, em Washington (criado em 2008). Em 2009, a New York University Fertility Center, em Manhattan, integrou ao seu corpo clínico, dois instrutores de ioga para ajudar as pacientes.

Relaxamento x gravidez

É fato que mulheres com alto nível de depressão e estresse têm baixos níveis de fertilidade. Às vezes, a depressão e o estresse são resultados da infertilidade, o que cria um círculo vicioso.

— A inclusão da ioga e de outras terapias holísticas e complementares ao tratamento da infertilidade não vêm reforçar a teoria simplista do ‘apenas relaxe e você vai ficar grávida’. A ioga pode ter um impacto muito positivo sobre a infertilidade, mas a infertilidade é muito mais do que simplesmente uma questão de relaxamento — finaliza o médico.






Por: Donna Zh Online - Zero Hora

Publicado em: 29/04/2011

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Segundo%20Caderno&newsID=a3291954.xml

Meditação ajuda o cérebro a baixar o volume das distrações

Ritmo alfa

Os efeitos positivos da meditação sobre a dor e a memória de trabalho podem resultar de uma maior capacidade de regular uma onda cerebral fundamental, conhecida como ritmo alfa.

Acredita-se que esse ritmo alfa "baixe o volume" das informações que causam distração, o que sugere que a meditação pode ajudar o cérebro a lidar com um mundo que frequentemente apresenta um excesso de estímulos.

A conclusão é de um grupo de cientistas de três instituições renomadas dos Estados Unidos - Massachusetts General Hospital, Escola Médica de Harvard e Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

Meditação da mente alerta

A modulação voluntária do ritmo alfa em resposta a um pedido de atenção foi mais rápida e significativamente mais forte entre os participantes do estudo que completaram oito semanas de um programa de meditação conhecida como meditação da mente alerta.

Na meditação da mente alerta os praticantes centram sua atenção diretamente em suas sensações, sentimentos e estado de espírito, sem nenhum julgamento.

"Tem sido documentado que a meditação da mente alerta realça inúmeras habilidades mentais, incluindo a rápida recuperação da memória," explica Catherine Kerr coautora do estudo. "Nossa descoberta de que praticantes dessa meditação ajustam mais rapidamente a onda cerebral que filtra a distração pode explicar essa capacidade otimizada de se lembrar rapidamente e incorporar novos fatos."

Ondas cerebrais

As células do cérebro usam diversas ondas, ou frequências de ondas, para regular o fluxo de informações, de forma muito parecida com as estações de transmissão de rádio, que operam em frequências específicas.


Cérebro possui "estações de rádio" transmitindo em várias frequências

Uma dessas frequências, o ritmo alfa, é particularmente ativa nas células que processam os toques, o som e a imagem na camada mais externa do cérebro, chamada córtex, onde ela ajuda a suprimir sensações irrelevantes ou de distração, e regular o fluxo de informação sensorial entre as regiões cerebrais.

Estudos anteriores sugeriram que a atenção pode ser usada para regular o ritmo alfa e, por decorrência, a percepção sensorial.

Quando um indivíduo antecipa um toque, visão ou som, a mudança do foco de atenção para o estímulo esperado induz a uma onda alfa mais baixa nas células corticais que deveriam lidar com a sensação de espera, que na verdade "eleva o volume" dessas células.

Ao mesmo tempo, a altura das ondas alfa em células que iriam lidar com os aumentos das informações irrelevantes ou de distração se eleva, baixando o volume dessas regiões.



Por: Redação do Diário da Saúde

Publicado em: 02/05/2011

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=meditacao-cerebro-baixar-volume-distracoes&id=6425

Receita ideal de suco com 7 frutas protege o coração

Suco ideal

Uma pesquisa francesa indica que uma receita que mistura o suco de sete frutas pode diminuir o risco de ataque cardíaco e derrame.

Os cientistas testaram diferentes "vitaminas" com 13 frutas diferentes e descobriram - em testes de laboratório com porcos - que algumas misturas eram mais efetivas em fazer com que as paredes das artérias relaxassem.

A receita ideal, segundo os pesquisadores, inclui frutas fáceis de se encontrar no Brasil, como maçã, uva, morango e acerola.

Mas encontrar os demais ingredientes - mirtilo, lingonberry (amora-alpina ou arando-vermelho) e chokeberry (conhecida nos Estados Unidos como aronia)- pode ser uma tarefa complicada.

Polifenóis

Estudos anteriores revelaram que compostos encontrados nas frutas, os polifenóis, protegem o coração e impedem o entupimento das artérias.

Os cientistas franceses decidiram então testar o efeito antioxidante de diferentes misturas de sucos de frutas.

Segundo os pesquisadores da Universidade de Estraburgo, o coquetel de sete frutas mais efetivo testado por eles aumentaria o fluxo de sangue para o coração, garantindo um melhor equilíbrio entre nutrientes e oxigênio.

O estudo, publicado no periódico Food and Function, também descobriu que alguns polifenóis são mais potentes que outros e que sua capacidade de eliminar radicais livres que podem danificar células e DNA é mais importante que a quantidade de polifenóis encontrada em cada fruta.

Frutas e legumes para o coração

Tracy Parker, da organização British Heart Foundation, diz que a pesquisa confirma a evidência de que o consumo de frutas e legumes reduz o risco de doenças cardíacas, mas faz uma ressalva.

"Nós ainda não entendemos por que, ou se, algumas frutas e legumes são melhores que outros. Mesmo este estudo admite que os cientistas não conseguiram estabelecer nenhuma ligação", diz ela.

"O que sabemos é que devemos comer uma boa variedade de frutas e legumes como parte de uma dieta balanceada, e suco de fruta é uma maneira prática e gostosa de fazer isso. Mas precisamos lembrar que sucos contêm menos fibras e mais açúcar que a fruta original."

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Por: Diário da Saúde - BBC

Publicado em: 06/05/2011

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=receita-ideal-suco-frutas-protege-coracao&id=6451

Ômega-3 reduz ansiedade de estudantes

Resposta imunológica inflamatória

Inúmeros dos efeitos dos óleos ômega-3 para a saúde já são bem conhecidos e bem documentados pela ciência.

Agora, em uma descoberta surpreendente, cientistas verificaram que o óleo de peixe tem um forte efeito sobre a ansiedade em pessoas jovens saudáveis.

O efeito parece se dar em associação com a diminuição na resposta imunológica inflamatória, que tanto pode ser uma reação normal do organismo para se defender quanto uma característica associada com vários tipos de doenças.

As descobertas sugerem que, se pacientes jovens são beneficiados por um suplemento alimentar tão específico, os benefícios para os pacientes mais idosos podem ser ainda maiores.

Imunidade e estresse

O trabalho é mais um a documentar uma ligação entre a imunidade - a resposta inflamatória - e o estresse psicológico.

Os ácidos graxos poli-insaturados ômega-3 - incluindo o ácido eicosapentanoico (EPA) e docosahexanoico (DHA) - são considerados aditivos importantes para a dieta.

Pesquisas anteriores sugeriram que esses compostos têm um papel importante na redução dos níveis de citoquinas no corpo - as citoquinas são compostos que promovem a inflamação e com uma ação redutora dos sintomas da depressão.

Como o estresse psicológico tem uma forte associação com a produção de citoquinas, os pesquisadores da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, queriam saber se o ômega-3 poderia inibir esse processo, reduzindo a resposta inflamatória.

Ômega-3 contra o estresse

"Nós levantamos a hipótese de que os suplementos de ômega-3 poderiam diminuir a produção das citoquinas pró-inflamatórias," explicou Janice Kiecolt-Glaser, uma das autoras da pesquisa. "Nós imaginamos que o ômega-3 poderia reduzir o aumento das citoquinas induzidas pelo estresse, que normalmente vem com o nervosismo associado com as provas."

As provas a que a pesquisadora se refere são provas escolares feitas pelos estudantes de medicina, que serviram como voluntários para os testes.

Embora a inflamação seja uma resposta imunológica natural que ajuda o corpo a se curar, ela também desempenha um papel perigoso em doenças que vão da artrite às doenças do coração e até ao câncer.

O grupo de estudantes que tomou os suplementos de ômega-3, que continham de três a quatro vezes a quantidade de ômega-3 encontrada em uma porção de peixe, teve uma redução tanto na inflamação quanto na ansiedade, comprovando a hipótese dos cientistas.



Por: Redação do Diário da Saúde

Publicado em: 21/07/2011

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=omega-3-reduz-ansiedade-estudantes&id=6721

Meditação reduz solidão e doenças em idosos

Tratamentos contra solidão

Os filhos seguem sua própria vida, os companheiros morrem.

O resultado é que muitos idosos passam seus últimos anos isolados da família, ou mesmo sozinhos.

Mas estar sozinho é muito mais do que uma casa em silêncio e a falta de companheirismo.

Ao longo do tempo, a solidão não impacta negativamente apenas a psique, ela pode ter sérios efeitos físicos.

Sentir-se solitário tem sido associado a um maior risco de doenças cardíacas, doença de Alzheimer, depressão, e até mesmo morte prematura.

Por isso, o desenvolvimento de tratamentos eficazes para reduzir a solidão dos idosos é essencial, embora os esforços até agora tenham tido sucesso limitado.

Agora, a esperança vem de uma prática milenar: a meditação.

Meditação contra solidão e contra inflamação

Cientistas da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, demonstraram que os efeitos positivos da meditação contra a solidão na velhice podem ser sentidos em meras 8 semanas.

Além disso, sabendo que a solidão está associada a um aumento da atividade dos genes relacionados com a inflamação, que podem ocasionar uma grande variedade de doenças, os cientistas examinaram também a expressão desses genes antes e depois do programa experimental.

Eles descobriram que a meditação reduziu significativamente a expressão dos genes inflamatórios.

Não é a primeira vez que pesquisas mostram que a meditação tem efeitos fisiológicos:

Meditação melhora respostas físicas e emocionais ao estresse

A inflamação é um processo natural do sistema imunológico, usado para contra-atacar ameaças ao corpo. Mas a inflamação crônica - a persistência do processo ao longo do tempo - pode levar e inúmeras condições fisiológicas e psicológicas.

Meditação da mente alerta

Steve Cole e seus colegas afirmam ter usado uma técnica conhecida como meditação da mente alerta, uma prática de origem budista, adaptada para redução do estresse.

O objetivo da prática é ensinar a mente a ficar simplesmente atenta ao presente, sem viajar ao passado ou fazer projetos para o futuro.

"Embora tenhamos trabalhado com poucos indivíduos, os resultados foram muito encorajadores", disse o Dr. Michael Irwin, coautor da pesquisa. "Eles vêm se somar a um corpo crescente de pesquisa que mostra os benefícios positivos de uma variedade de técnicas de meditação, incluindo tai chi e ioga."



Por: Redação do Diário da Saúde

Publicado em: 04/09/2012

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=meditacao-reduz-solidao-doencas-idosos&id=8107

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