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"Acupuntura e Reiki agora têm explicação científica"

Pesquisadores avaliam efeitos e mecanismo de terapias alternativas em animais de laboratório

Pesquisas recentes comprovam efeitos benéficos e até encontram explicações científicas para acupuntura e reiki. Estudos sobre o assunto, antes restritos às universidades orientais, ganharam espaço entre pesquisadores americanos, europeus e até brasileiros. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou uma denominação especial para esses métodos: são as terapias integrativas.

Um artigo exmecanismo da acupuntura contra a dor foi publicado por pesquisadores da Universidade de Rochester na revista Nature Neuroscience em 30 de maio. Criada há quatro mil anos, a prática consiste na aplicação de agulhas em pontos do corpo. Pela explicação tradicional, ela ativa determinadas correntes energéticas para equilibrar a energia do organismo.

Cientificamente, as agulhas teriam efeitos no sistema nervoso central (cérebro e espinha dorsal). As células cerebrais são ativadas e liberam endorfina, um neurotransmissor responsável pela sensação de relaxamento e bem-estar. O estudo dos nova-iorquinos descobriu uma novidade: a terapia, que atinge tecidos mais profundos da pele, teria efeitos no sistema nervoso periférico. As agulhas estimulam também a liberação de outro neurotransmissor, a adenosina, com poder antiinflamatório e analgésico.

No experimento com camundongos com dores nas patas, cientistas aplicavam as agulhas no joelho do animal. Eles constataram que o nível de adenosina na pele da região era 24 vezes maior do que o normal e que houve uma redução do desconforto em dois terços.

A equipe tentou potencializar a eficácia da terapia, colocou um medicamento usado para tratar câncer nas agulhas. A droga aprimorou o tratamento: o nível de adenosina e a duração dos efeitos no organismo dos aniamis praticamente tripliquase triplicou e o tempo de duração dos efeitos no organismo dos ratos também triplicou. Mas este método não poderia ser feito em humanos porque o medicamento ainda não é usado clinicamente. “O próximo passo é testar a droga em pessoas, para aperfeiçoá-la ou para encontrar outras drogas com o mesmo efeito”, diz Maiken Nedergaard, coordenadora do estudo.

Reiki

Seus praticantes acreditam nos efeitos benéficos da energia das mãos do terapeuta colocadas sobre o corpo do paciente contra doenças. Para entender as alterações biológicas do reiki, o psicobiólogo Ricardo Monezi testou o tratamento em camundongos com câncer. “O animal não tem elaboração psicológica, fé, crenças e a empatia pelo tratador. A partir da experimentação com eles, procuramos isolar o efeito placebo”, diz. Para a sua pesquisa na USP, Monezi escolheu o reiki entre todas as práticas de imposição de mãos por tratar-se da única sem conotação religiosa.

No experimento, a equipe de pesquisadores dividiu 60 camundongos com tumores em três grupos. O grupo controle não recebeu nenhum tipo de tratamento; o grupo “controle-luva” recebeu imposição com um par de luvas preso a cabos de madeira; e o grupo “impostação” teve o tratamento tradicional sempre pelas mãos da mesma pessoa.
Imposição de mãos nos grupos "Controle-Luva" e "Impostação", respectivamente (imagens retiradas do mestrado de Monezi)
Depois de sacrificados, os animais foram avaliados quanto a sua resposta imunológica, ou seja, a capacidade do organismo de destruir tumores. Os resultados mostraram que, nos animais do grupo “impostação”, os glóbulos brancos e células imunológicas tinham dobrado sua capacidade de reconhecer e destruir as células cancerígenas.

“Não sabemos ainda distinguir se a energia que o reiki trabalha é magnética, elétrica ou eletromagnética. Os artigos descrevem- na como ‘energia sutil’, de natureza não esclarecida pela física atual”, diz Monezi. Segundo ele, essa energia produz ondas físicas, que liberam alguns hormônios capazes de ativar as células de defesa do corpo. A conclusão do estudo foi que, como não houveram diferenças significativas nos os grupos que não receberam o reiki, as alterações fisiológicas do grupo que passou pelo tratamento não são decorrentes de efeito placebo.

A equipe de Monezi começou agora a analisar os efeitos do reiki em seres humanos. O estudo ainda não está completo, mas o psicobiólogo adianta que o primeiro grupo de 16 pessoas, apresenta resultados positivos. “Os resultados sugerem uma melhoria, por exemplo, na qualidade de vida e diminuição de sintomas de ansiedade e depressão”. O trabalho faz parte de sua tese de doutorado pela Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp).

E esses não são os únicos trabalhos desenvolvidos com as terapias complementares no Brasil. A psicobióloga Elisa Harumi, avalia o efeito do reiki em pacientes que passaram por quimioterapia; a doutora em acupuntura Flávia Freire constatou melhora de até 60% em pacientes com apnéia do sono tratados com as agulhas, ambas pela Unifesp. A quantidade pesquisas recentes sobre o assunto mostra que a ciência está cada vez mais interessada no mecanismo e efeitos das terapias alternativas.

Por: Bruna Bernacchio - Revista Galileu

Publicado em: 14/07/2010

Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI152042-17770,00-ACUPUNTURA+E+REIKI+AGORA+TEM+EXPLICACAO+CIENTIFICA.html

Cromoterapia: como usar as cores para o seu bem-estar

Autoconhecimento e equilíbrio do corpo são alguns dos benefícios

Azul, verde, amarelo, laranja... Você sabia que as cores podem interferir no seu dia a dia? Essa é a ideia da cromoterapia, uma terapia complementar e de autoconhecimento que utiliza a energia luminosa das cores para trabalhar a energia vital. Simone Arins, cromoterapeuta Aura-Soma e proprietária do Espaço Cores, conta que os antigos povos do Egito, Grécia e Roma já relatavam e aplicavam as influências das cores sobre os humanos. “Eles foram os primeiros a utilizar a cromoterapia”.

Para Simone, essa terapia vem ganhando cada vez mais adeptos porque todos estão em busca de equilíbrio.

— A maioria das doenças desenvolvem-se por maus hábitos. Principalmente, os mentais. E a cromoterapia atrai por ser a energia que nos falta para o nosso bem-estar. Na Aura-Soma, uma técnica inglesa que utiliza a energia das plantas, cores, cristais e luz, o paciente acaba sempre escolhendo a cor que está em desequilíbrio, que falta em seu campo energético.

A cromoterapeuta ainda comentou sobre a cor roxa.

— Várias pesquisas feitas por empresas sobre qual cor o consumidor identifica-se mais resultou na cor violeta ou roxa, que é a cor da cura na terapia holística, representada pelo cristal de ametista.

Saiba alguns benefícios da cromoterapia:

:: desobstrução dos pontos da energia vital

:: harmonização interior

:: regeneração e equilíbrio do corpo

:: desenvolvimento da consciência e sensibilização corporal

:: manutenção e prevenção da saúde

:: excelente ferramenta para o autoconhecimento

Simone fez uma relação das cores com as associações emocionais, segundo a Aura-Soma:

:: Vermelho: energia, calor e paixão

:: Laranja: coragem e sexualidade

:: Amarelo: confiança e alegria

:: Verde: liberdade e generosidade

:: Azul: paz e comunicação

:: Violeta: espiritualidade e cura



Por: ClicRBS - Seção: Notícias

Publicado em: 02/12/2010

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/bem-estar/19,0,3127426,Cromoterapia-como-usar-as-cores-para-o-seu-bem-estar.html

Jiló combate o mau hálito, protege o coração e ajuda a emagrecer

Ele faz franzir a testa e provoca cara feia, mesmo quando está somente na imaginação. Encarar o amargo do jiló, porém, faz bem ao coração, combate o mau hálito e ainda ajuda a perder peso.

Embora pertença a mesma família que o pimentão e a berinjela, o jiló é um fruto, e não legume, como seus primos. É concentrado em vitaminas A, do complexo B e C. Contem minerais, cálcio, ferro e magnésio, mas seu potencial reverenciado é no combate ao colesterol e à halitose.

Seus compostos bioquímicos, denominados flavonóides, são antioxidantes, ou seja, protegem as artérias, impedindo que o colesterol – gordura ruim – seja aderido. “É um alimento poderoso para a manutenção da saúde do coração”, defende Daniela Jobst, nutricionista, dona da clínica NutriJobst, em São Paulo.

Na dieta, ele ajuda a combater a vontade de comer, sensação quase incontrolável nos mais ansiosos. O valor calórico baixo, 40 calorias em 100 gramas, permite que o jiló seja consumido sem pesar na consciência. Com uma grande quantidade de água na composição, é um aliado do regime, pois promove saciedade.

Entretanto, para ter resultados na balança e na saúde, ele deve ser incorporado à dieta. O gosto amargo precisa fazer parte da refeição ao menos uma vez por semana. “Os benefícios desses alimentos só serão sentidos quando ingeridos com frequência. Não vale comer apenas esporadicamente. Uma ou duas vezes por semana é o ideal”, indica Daniela.

De acordo com o novo guia de orientações contra a obesidade, metade do prato deve incluir legumes, vegetais e frutos, especialmente os coloridos (verde-escuros, vermelhos e laranjas).

Para quem gostou do valor agregado, mas não consegue desfazer a careta, a nutricionista indica que transforme o fruto em farinha. Triturar e fazer dele uma farofa é uma boa alternativa para consumi-lo sem dor.

“Como uma farofa, ele pode ser associado a diversos alimentos, minimizando o sabor marcante. Duas colheres de sopa por semana já são suficientes para garantir seus benefícios. Refogá-lo no azeite e na mateiga também deixa o alimento fácil de comer.”

Cortar o jiló em quatro partes e deixá-lo de molho na água com sal por 15 minutos ajuda a reduzir o amargor. Embora difícil de engolir, o sabor repulsivo do jiló também tem seu valor. Segundo Daniela, o amargo estimula a salivação e tem uma ação bactericida na boca. O processo promove limpeza bucal e o hálito saudável.

Por: Correio do Estado - IG

Publicado em: 29/03/2011

Fonte: http://www.correiodoestado.com.br/noticias/jilo-combate-o-mau-halito-protege-o-coracao-e-ajuda-a-emagre_104875/

Novo exame da próstata é mais preciso do que PSA

Exame A+PSA

Cientistas apresentaram um novo teste para o câncer de próstata, mais sensível e mais específico que o teste de PSA convencional utilizado atualmente.

Além de medir os níveis do antígeno prostático específico (PSA), o novo exame mede seis anticorpos específicos detectados no sangue de homens com a doença.

O exame, chamado A+PSA, também reduziu a taxa de falsos-positivos - exames que apontam a presença de câncer quando a doença não está realmente presente.

"Esta é uma nova abordagem muito promissora", disse Gang Zeng, da Universidade da Califórnia, que foi quem liderou o desenvolvimento do A+PSA.

"Em vez de utilizar apenas um parâmetro, o PSA, para testar um câncer de próstata, usamos vários parâmetros que podem ser medidos em uma única reação," explica ele.

Antígenos do câncer de próstata

O teste de PSA convencional tem sido usado por quase 30 anos para avaliar o risco de câncer de próstata.

Mas, segundo Zeng, ele não é específico o suficiente para separar doenças da próstata malignas das não-malignas, como a hiperplasia benigna da próstata (HBP), uma ampliação da próstata comum em homens que entram na terceira idade, e que aumenta os níveis de PSA.

O novo exame analisa seis antígenos específicos associados ao câncer de próstata - NY-ESO-1, SSX-2,4, XAGE-lb, AMACR, p90 and LEDGF - que são encontrados predominantemente em pacientes com câncer de próstata, mas não em condições benignas da próstata.

Indicador de câncer

O exame A+PSA pesquisa simultaneamente o PSA e os seis anticorpos em uma única análise, e fica pronto em cerca de duas horas.

O resultado vem na forma de um índice numérico usados para diagnosticar o câncer - uma pontuação de 0 a 0,5 indica um resultado benigno e, de 0,5 a 1, indica a presença de câncer da próstata.

Antes de ser disponibilizado aos pacientes, o novo exame terá de passar pela aprovação das autoridades de saúde.



Por: Redação do Diário da Saúde

Publicado em: 18/05/2011

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=novo-exame-prostata-mais-preciso-psa&id=6498

HPV pode ser transmitido pela pele

Transmissão do HPV

A Fiocruz Bahia foi palco da palestra HPV, câncer e vacinas: o que você precisa saber?

No encontro, que reuniu profissionais e estudantes de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Edson Duarte, pesquisador da Fiocruz, discutiu os principais aspectos do HPV.

O vírus é conhecido como o causador de quase 100% dos casos de câncer de colo de útero e de metade dos casos de câncer de pênis.

Além de alertar o público presente quanto aos cuidados e principais formas de prevenção do HPV, Edson Duarte também chamou atenção para a facilidade de transmissão do vírus, que está muito adaptado à espécie humana e pode ser contraído com um simples contato, além de relações sexuais.

"Diferentemente de outras DSTs, o HPV não precisa de fluidos ou secreções orgânicas. A transmissão pode ser pele a pele. Existe também transmissão não-sexual e a mais importante é a da mãe para o recém-nascido, que se chama transmissão vertical. A mãe com infecção na genitália pode transmitir para o filho no canal do parto", explica Edson.

HPV
O HPV (Papilomavírus Humano) é um vírus relativamente novo e conhecido no mundo inteiro, pela incidência de doenças em homens e mulheres.

Edson Duarte explica que a infecção, na maioria das vezes, é assintomática, ou seja, os sintomas não são visíveis e, em alguns casos, a doença pode desaparecer naturalmente.

Um estudo da revista Journal of Infectious Diseases mostra que, as doenças também podem se manifestar através de verrugas anogenitais, lesões displásicas ou cânceres, entre os quais está um dos mais conhecidos: o câncer de colo de útero.

HPV entre as mulheres: o que é, sintomas e tratamentos

Prevenção do HPV

Ainda segundo a pesquisa, as lesões causadas pelo HPV podem aparecer em diferentes partes do corpo humano, como colo do útero, vagina ou vulva em mulheres, ou no ânus, pênis ou orofaringe em homens.

Além disso, o estudo aponta que, no caso dos homens, o principal fator capaz de influenciar o risco de infecção anogenital por HPV foi o número de parceiros sexuais.

De acordo com Edson, homens e mulheres sexualmente ativos, de todas as idades têm chance de contrair o HPV. É inviável falar em classificação por grupos de risco.

Para exemplificar a extensão do problema, o médico apontou números representativos com relação ao HPV. Estima-se que três quartos dos adultos [75%] têm ou terão alguma forma de HPV.

HPV também é coisa de homem

Além disso, é importante destacar: até 85% das mulheres sexualmente ativas serão contaminadas por HPV em algum momento de suas vidas; por ano, existe meio milhão de casos de câncer de colo de útero; 30 milhões de casos de verruga genital; 300 milhões de infecções novas por HPV.

A partir de dados tão impactantes, Edson Duarte alerta para importância da prevenção, que não se limita apenas à camisinha e ao exame Papanicolaou.

Para ele, a principal e mais eficiente forma de prevenir as mais diferenciadas doenças causadas pelo HPV é a vacina.

Especialistas discutem vacinação contra HPV para homens

"É uma vacina excelente, porque é uma réplica perfeita do vírus", afirma o médico.

Além de ser extremamente importante para mulheres, a vacina quadrivalente (a mais eficaz) pode prevenir infecções com HPV dos tipos 6, 11, 16 e 18, e outros relacionados com o desenvolvimento de lesões nos genitais externos em homens jovens, de 16 a 26 anos.


Por: Diário da Saúde - Com informações da Fiocruz Bahia

Publicado em: 19/05/2011

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=hpv-transmitido-pela-pele&id=6504

A cura está nos pés

Sem maquinaria ou ferramentas, o diagnóstico faz-se pelo toque nos pés. A reflexologia detecta problemas de saúde depois de uma simples massagem com óleo de árnica (com infografia)
A partir da base é possível avaliar o estado do corpo – dos olhos ao pâncreas, todos os órgãos estão representados nos pés. E com o estímulo certo, pressão dos dedos ou massagem, as dores diminuem e a circulação melhora.

A reflexologia é mais do que uma massagem, «é uma ciência porque se baseia no estudo fisiológico e neurológico», afirma Manuela Ferreira, terapeuta de reflexologia há 11 anos. E uma arte, pois depende «da habilidade com que se aplica o estímulo adequado a cada condição».

Segundo a especialista, esta terapia tem importância ao nível da manutenção e da recuperação da saúde, mas também uma componente preventiva. «Podemos antecipar problemas». E dá o exemplo de uma colega que se queixava quando era estimulado o ponto correspondente à tiróide e «mais tarde soube que sofria de hipotiroidismo».

Não se trata apenas de aliviar a dor e os problemas circulatórios, digestivos ou sexuais, mas também os de ordem emocional, «como a ansiedade, o stresse e a depressão». A massagem activa a cura, ou seja, a cada nova sessão de reflexologia reforça-se a sensação de bem-estar.

As informações dadas pelo corpo são surpreendentes até para os cépticos das terapias alternativas – a própria observação das unhas, dos tornozelos e dos calcanhares serve para fazer uma avaliação.

Mas o que mais distingue a reflexologia de outros tratamentos é o facto de se conseguir fazer uma viagem pelo corpo, incluindo o estômago, os rins, os olhos e a coluna, sem sair do alcance do pé. E foi essa viagem que nos propusemos fazer para escrever este texto.

Manuela Ferreira sublinha que «não é preciso maquinaria nem produção. Aqui, o diagnóstico faz-se com conversa, toque e a empatia que se cria com o paciente». E acrescenta que as primeiras melhorias no estado de saúde sentem-se logo «no sistema neurológico, digestivo e a na qualidade do sono». E é verdade.

Os primeiros momentos da sessão servem para relaxar, com o contributo de umas toalhas quentes, com as quais a especialista envolve os pés do paciente antes de ‘pôr a mão na massa’. Depois, dá-se início ao diagnóstico.

O toque começa no dedo grande do pé esquerdo, que corresponde ao coração. Os nós dos dedos começam a testar a sua capacidade de resistência à pressão feita pela massagem terapêutica, com óleo de arnica. A ponta do dedo revela o estado do cérebro; numa posição mais abaixo percebe-se como está o pescoço. Na zona por baixo dos dedos, passa-se para a avaliação dos olhos.

À medida que a pressão das mãos da terapeuta aumenta, o pé encolhe-se. Chega-se ao ponto que corresponde aos rins e a estimulação revela que qualquer coisa não está bem.

Sem o saber, Manuela Ferreira identifica um problema que já era conhecido, mas que não tinha sido comunicado: um cálculo renal. As revelações não ficam por ali, uma vez que as peles soltas, perto do calcanhar, também denunciaram um mau funcionamento dos ovários.

No pé direito, a terapeuta identificou retenção de líquidos no tornozelo, justificados pelo mau funcionamento do rim. Feito o balanço, o rim e os ovários precisam de maior atenção, que também começa por uma melhor alimentação. A mudança dos hábitos é um dos conselhos mais repetidos.

Apesar do tabaco, os pulmões e os brônquios não inspiram grande preocupação.

Após a massagem, e com os pés ligeiramente doridos, o bem-estar é confirmado por uma sensação de energia e força. À noite, chega uma espécie de cansaço bom que faz com que as horas de sono sejam dormidas de uma vez, sem sobressaltos.

É, talvez, por esta qualidade do sono que a maior parte das pessoas que recorrem às mãos de Manuela sejam já de alguma idade. A paciente mais velha tem 84 anos: «Querem diminuir a quantidade de medicamentos que tomam. E são pessoas mais despertas para estas terapias».

A reflexologia tem pelo menos cinco mil anos e está bastante desenvolvida no Egipto e em países como a China e o Vietname.

Na Escócia há um hospital de medicina tradicional que utiliza esta terapia, a par das intervenções normais de prevenção, diagnóstico e cura. «Esse era o meu sonho, trabalhar num hospital em Lisboa em que pudesse ajudar os outros», revela Manuela Ferreira. E queixa-se do facto de, em Portugal, não haver «a filosofia da manutenção e da recuperação da saúde, pois só se vai ao médico quando há um problema».

Desconhecida por muitos, a sua divulgação poderia passar pelas crianças, «muito mais receptivas e disponíveis para a descoberta». Por outro lado, os adultos não estão habituados a serem tocados, «em especial, nos pés». No entanto, são das partes do corpo que mais precisam de bons estímulos e até de mimos – «suportam a estrutura do corpo».

As sessões com Manuela Ferreira são feitas na casa do paciente, forma que a terapeuta encontra para o conhecer melhor – está no seu espaço. Mais informações pelos e-mails mmanuelamferreira@gmail.com ou info@e-macrobiotica.com. O preço de uma sessão varia entre os 35 euros e 45 euros.



Por: Portal Sol - Joana Ludovice de Andrade

Publicado em: 15/05/2011

Fonte: http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=19266

Depressão pode ser curada com auxílio da acupuntura?

Hoje em dia é praticamente impossível não sofrer de algum problema de saúde ou de distúrbios emocionais como ansiedade, pânico, estresse, enxaqueca, hipertensão, irritabilidade ou insônia. A falta de tempo, o excesso de informação e o ritmo acelerado de trabalho, sem falar no trânsito carregado, fazem com que as pessoas fiquem doentes e não tenham qualidade de vida.

Dentre tantos problemas, um dos que mais tem chamado atenção é o número cada vez mais crescente de pessoas com depressão. Atualmente, a depressão afeta de 5% a 15% da população mundial, o que representa algo em torno de 9 a 28 milhões de brasileiros.

Tudo começa, muitas vezes, com crises de choro constante, tristeza profunda, baixa auto-estima e pessimismo com relação à vida. Além disso, em alguns casos a pessoa sente falta de energia, a perda de interesse e prazer nas atividades cotidianas, dificuldade de conviver em ambientes sociais e até insônia. Quando estes sintomas começam a aparecer constantemente, isso é um sinal de alerta! Você pode estar com depressão.

Esse distúrbio emocional muitas vezes acaba sendo confundido com tristeza, com a reação triste diante de uma perda concreta. Na verdade, a depressão é uma reação aparentemente inexplicável de desânimo e de tristeza, em que a pessoa se considera sem valor, que não é compreensível pelo que se passa a volta dela. Ela está tendo uma reação exagerada de tristeza em relação aos problemas reais que ela tem.

Está comprovado que acupuntura é um tratamento rápido, pois estimula a produção dos hormônios da alegria (adrenalina), da dor (endorfina), do sono (melatonina), além de outros, que vai depender da idade e do sexo, causando bem-estar, melhora imediata do sono, disposição, ou seja, a pessoa volta a ter a mesma rotina.

A acupuntura é uma técnica baseada em métodos da medicina tradicional chinesa, que surgiu há cerca de 5.000 a.C. Além de visar o equilíbrio, pode ajudar a solucionar diversos problemas de saúde e emocionais. O tratamento se dá na inserção de agulhas de aço inox descartáveis nos meridianos do corpo. O principal objetivo da técnica é tratar o ser humano como um todo. Como conseqüência existe uma melhora significativa nos problemas que o indivíduo possui.

Os pontos são escolhidos a partir de uma avaliação detalhada para conhecer o histórico e evolução da doença e, assim, determinar o melhor tratamento, tempo e pontos a serem escolhidos. O pulso do paciente informa sobre o estado energético dos meridianos principais do corpo, evidenciando bloqueios ou deficiências. Além disso, a avaliação da língua (cor, forma e saburra), por exemplo, possibilita identificar a condição energética (Yin e Yang), dos órgãos e das vísceras.

Cada sessão dura em torno de 30 minutos e é recomendada uma por semana durante três meses. Após este período é feita a reavaliação para estabelecer em que periodicidade se fará o controle. A acupuntura tem se mostrado muito eficiente para tratar distúrbios como insônia, ansiedade, falta de libido, dores, e até doenças mais complexas como síndrome do pânico, Mal de Alzheimer, entre outros (com noticiaexpressa.com.br).

Por: BondNews - Seção: Saúde / Corpo & Mente

Publicado em: 11/05/2011

Fonte: http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-27--66-20110511&tit=depressao+pode+ser+curada+com+auxilio+da+acupuntura

Margarina probiótica e simbiótica sem gordura trans

Saudável e nacional

Uma margarina probiótica e livre de gorduras trans acaba de ser testada e aprovada em pesquisa realizada na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP.

Depois de avaliarem oito formulações, os cientistas obtiveram um produto livre das gorduras hidrogenadas, e que contém ácidos graxos essenciais (ácidos linoleico e linolênico).

"A margarina contém em sua formulação uma mistura de óleos de palma e canola, o que é positivo à saúde humana", conta a bióloga Cinthia Hoch Batista de Souza.

Probióticos

Segundo a pesquisadora, um produto para ser considerado probiótico deve ter uma concentração mínima de 106 unidades formadoras de colônias de micro-organismos probióticos por grama de produto (ufc/g), de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

"Dentre as formulações testadas, 6 apresentaram populações acima de 106 ufc/g de micro-organismo probiótico durante todo o armazenamento estudado, que foi de 35 dias", aponta. Os cientistas usaram nas formulações o Bifidobacterium animalis subsp. lactis Bb-12.

Cinthia explica que o micro-organismo probiótico B. animalis Bb-12 exerce várias funções positivas no intestino humano, principalmente no cólon.

"Ele impede que bactérias patogênicas se multipliquem no intestino, por exemplo, e o consumo da margarina desenvolvida pelo nosso grupo de pesquisa pode colaborar com o aumento das defesas do organismo", garante a pesquisadora.

Além disso, o consumo dos produtos probióticos repõe os micro-organismos probióticos no intestino, aumentando suas populações.

Formulação simbiótica

Entre as formulações testadas, os cientistas também obtiveram um produto simbiótico.

Cinthia explica que, nesta margarina, a contagem do probiótico também foi satisfatória, sendo acima da quantidade exigida pela Anvisa.

"Para obtermos um produto simbiótico acrescentamos na formulação um ingrediente prebiótico", descreve a pesquisadora.

Nos testes, Cinthia acrescentou um prebiótico chamado inulina. Assim, um produto simbiótico resulta da combinação de probióticos e prebióticos.

A cientista explica que o ingrediente prebiótico, no caso a inulina, pode ser metabolizado pelo micro-organismo probiótico.

"Nas formulações adicionadas de 3% de inulina obtivemos maiores contagens de B. animalis Bb-12, atingindo 108 ufc/g ao término do armazenamento em uma das formulações", contabiliza.

Margarina probiótica e simbiótica

As pesquisas de Cinthia tiveram início em 2006. Durante o estudo, as formulações de margarina (probiótica e simbiótica) foram submetidas a testes para avaliação sensorial com 60 provadores em períodos de armazenamento diferentes.

"Todos deram boas notas aos produtos. Uma das poucas diferenças encontradas em relação às margarinas convencionais foi em relação à textura da margarina que teve uma alteração mínima", lembra Cinthia.

Os estudos da pesquisadora geraram uma patente. Ela lembra, no entanto, que para que sejam realizados testes para a industrialização serão necessárias algumas adequações. "Nossos produtos foram elaborados em escala laboratorial", lembra.



Por: Diário da Saúde - Com informações da Agência USP

Publicado em: 20/05/2011

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=margarina-probiotica-simbiotica-sem-gordura-trans&id=6510

Cominho combate radicais livres e protege o DNA

Cominho
O cominho é usado extensivamente na medicina tradicional para tratar uma variedade de doenças, do vitiligo à hiperglicemia.

A planta é considerada como antiparasitária e antimicrobiana e a ciência tem repetidamente verificado sua eficácia para reduzir a febre, ou como um analgésico.

Agora, uma nova pesquisa mostra que a humilde especiaria também contém altos níveis de antioxidantes.

Radicais livres
As chamadas espécies reativas de oxigênio, mais conhecidas como radicais livres, são produzidas naturalmente, como parte dos processos metabólicos necessários à vida.

O estresse oxidativo, no entanto, é causado por uma superprodução ou sub-remoção desses radicais livres.

O estresse oxidativo está ele próprio envolvido em uma série de doenças, incluindo aterosclerose, doença degenerativa neural, inflamação, câncer e envelhecimento precoce.

Antioxidantes
Acredita-se que os antioxidantes eliminem os radicais livres, reduzam o estresse oxidativo e previnam doenças.

Os compostos fenólicos das plantas, especialmente os compostos polifenólicos, são muitas vezes considerados antioxidantes.

Um grupo de pesquisadores agora usou técnicas bioquímicas e biológicas para mostrar que as sementes do cominho (Centratherum anthelminticum (L.) Kuntze), um membro da família da margarida, representam uma rica fonte de antioxidantes fenólicos.

"Os extratos de cominho mostraram-se fortes antioxidantes nos sistemas testados. Os extratos também mostraram-se grandes doadores de elétrons e, portanto, agentes redutores, outro marcador da antioxidação," afirmam os cientistas do Central Food Technological Research Institute, na Índia.

Proteção do DNA
Nos testes biológicos, o cominho inibiu a oxidação dos lipossomas usados como modelo para a oxidação da membrana celular e ofereceu proteção total contra danos ao DNA, segundo os cientistas.

"A quantidade de fenóis que conseguimos extrair e a atividade antioxidante do cominho dependeu do método utilizado. No entanto, a atividade antioxidante do cominho está correlacionado com o teor de fenóis totais.

Por isso, uma série de compostos fenólicos dentro das sementes de cominho devem ser os responsáveis pela atividade antioxidante verificada," concluíram os cientistas.


Por: Redação do Diário da Saúde

Publicado em: 24/05/2011

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=cominho-radicais-livres-protege-dna&id=6520

Palavras realmente machucam

Mas vai doer

"Só vai doer por um segundo."

Não são só as crianças, mas muitos adultos também se inquietam ao ouvir essas palavras do médico.

E, logo que a agulha toca a pele, a dor aguda pode ser sentida de forma muito clara.

"Após essa experiência, é suficiente simplesmente imaginar uma agulha na próxima campanha de vacinação para ativar a nossa memória da dor," afirma o Dr. Thomas Weiss, da Universidade de Jena, na Alemanha.

Dor verbal

Mas é mais do que isso.

Weiss e seus colegas agora conseguiram demonstrar cientificamente pela primeira vez que não só as lembranças dolorosas e associações que colocam nossa memória da dor em alerta.

"Mesmo estímulos verbais levam a reações em determinadas áreas do cérebro," afirma o cientista, reafirmando que, de fato, as palavras podem causar dor.

Assim que ouvimos palavras que invocam dor - castigo, ferimento, dor etc. - são ativadas exatamente as mesmas áreas do cérebro que processam a dor correspondente.

Palavras causam dor

Os psicólogos examinaram o fenômeno diretamente no cérebro, por meio de tomografia de ressonância magnética funcional (fMRI), enquanto participantes saudáveis ouviam palavras associadas com dor.

Os voluntários ouviram tanto palavras associadas com dor quanto palavras de cunho negativo, mas não necessariamente "doloridas", como amedrontador, horrível e nojento.

Prestando atenção apenas nas palavras, ou mesmo distraídos por um quebra-cabeças, as palavras associadas à dor sempre ativaram a área da dor no cérebro dos participantes.

Isto não aconteceu com as outras palavras de conotação negativa, e tampouco com palavras neutras e positivas.

Palavras podem intensificar a dor?

"Estes resultados mostram que as palavras são capazes de ativar a nossa matriz de dor," sublinha o Prof Weiss.

De um ponto de vista biológico, isso é aceitável porque a lembrança da dor nos permite evitar situações dolorosas no futuro, que possam ser perigosas para as nossas vidas.

"Entretanto, nossos resultados sugerem também que os estímulos verbais têm um significado mais importante do que pensávamos até agora," diz Weiss.

Para o pesquisador, o estudo é importante para os pacientes com dor crônica.

Esses pacientes tendem a falar muito sobre sua dor com seu médico ou terapeuta.

É possível que essas conversas intensifiquem a atividade da matriz de dor no cérebro e, portanto, intensifiquem a experiência de dor.



Por: Redação do Diário da Saúde

Publicado em: 25/05/2011

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=palavras-realmente-machucam&id=6516

Composto do cogumelo do sol impede câncer de próstata

Prevenção do câncer
Um cogumelo conhecido por seus benefícios culinários e medicinais mostrou-se 100 por cento eficaz na supressão do desenvolvimento do tumor de próstata.

Os pesquisadores descobriram que um composto extraído do cogumelo do sol (Yun zhi), o polissacaropeptídeo (PSP), alveja diretamente as células-tronco do câncer de próstata e suprime a formação do tumor.

A pesquisa, realizada em modelos animais, foi realizada na Universidade de Tecnologia de Queensland, na Austrália, e publicada na revista científica PLoS ONE.

Células-tronco do câncer
O Dr. Patrick Ling, coordenador da pesquisa, afirma que os resultados representam um passo importante para o combate à doença que é uma das principais causas de morte entre os homens.

"Os resultados são bastante significativos", disse o Dr. Ling. "O que queríamos era demonstrar, antes de tudo, que esse composto pode parar o desenvolvimento de tumores de próstata.

"No passado, outros inibidores testados em pesquisas mostraram-se até 70 por cento eficazes, mas estamos vendo uma eficácia de 100 por cento na prevenção do tumor com o PSP." diz ele.

As terapias convencionais só são eficazes com relação a determinadas células cancerosas, mas não às células-tronco do câncer, que iniciam e fazem a doença progredir.

Via oral
O pesquisador ressalta que, nos testes feitos até agora, não foi observado nenhum efeito colateral.

Apesar dos cogumelos terem propriedades valiosas para a saúde, o Dr. Ling afirma que não seria possível obter o mesmo benefício em relação ao câncer de próstata simplesmente comendo-os.


Por: Redação do Diário da Saúde

Publicado em: 26/05/2011

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=composto-cogumelo-sol-cancer-prostata&id=6529

Celular pode causar câncer, admite Organização Mundial da Saúde

Celular sob suspeita

A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, um órgão ligado à Organização Mundial de Saúde (OMS), advertiu nesta terça-feira que o uso de celulares pode aumentar o risco de surgimento de tumores no cérebro.

A advertência foi feita após um grupo de 31 especialistas ter revisado estudos médicos existentes sobre o assunto, concluindo que o uso dos aparelhos é "possivelmente cancerígeno".

Os cientistas disseram ter analisado todos os estudos relevantes sobre o uso de telefones celulares e exposição à radiação deles.

No entanto, os pesquisadores ressaltaram que não podem afirmar categoricamente que os celulares causam câncer em humanos e que mais pesquisas são necessárias sobre o assunto.

Neuroglioma

A agência classificou os celulares como "possíveis cancerígenos" por causa da possibilidade de causar um tipo de tumor no cérebro, o neuroglioma.

A OMS calcula que existam cerca de cinco bilhões de telefones celulares em uso no mundo.

"Dadas as possíveis consequências para saúde pública desta classificação, é importante que sejam feitas mais pesquisas sobre o uso pesado e a longo prazo de celulares", disse Christopher Wild, diretor da agência.

"Dependendo da disponibilidade desta informação, é importante adotar medidas pragmáticas para reduzir a exposição, como dispositivos hand-free," prossegue a agência.

No passado, a OMS disse que não havia indícios de ligação entre o uso de celulares e o surgimento de câncer.



Por: Diário da Saúde - Com informações da BBC

Publicado em: 01/06/2011

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=celular-causa-cancer-admite-organizacao-mundial-saude&id=6556

Acupuntura muda percepção e processamento da dor no cérebro

Acupuntura no cérebro

Em mais um estudo que procura determinar a eficácia da acupuntura, pesquisadores alemães usaram exames de ressonância magnética funcional (fMRI) para monitorar o cérebro dos pacientes durante o tratamento.

Foram capturadas imagens do cérebro enquanto os voluntários recebiam estímulos dolorosos - uma parte deles recebendo o tratamento de acupuntura e outra parte não.

Os resultados indicam a eficácia da acupuntura contra a dor, não apenas de um ponto de vista psicológico, mediante relatos, mas detectando diretamente as sensações de dor registradas no cérebro.

Ressonância magnética funcional

"Até agora, o papel da acupuntura na percepção e no processamento da dor tem sido controverso," diz a pesquisadora Nina Theysohn, do Hospital Universitário de Essen.

"A ressonância magnética funcional nos deu a oportunidade de observar diretamente as áreas do cérebro que são ativadas durante a percepção da dor e ver as variações que ocorrem com a acupuntura," explica.

A ressonância magnética funcional mede as minúsculas mudanças metabólicas que ocorrem em uma parte ativa do cérebro, enquanto o paciente realiza uma tarefa ou é exposto a um estímulo externo específico.

No estudo, 18 voluntários saudáveis foram submetidos à fMRI enquanto um estímulo elétrico doloroso era-lhes aplicado ao tornozelo esquerdo.

As agulhas da acupuntura foram colocadas em três pontos no lado direito, incluindo entre os dedos, abaixo do joelho, e perto do polegar.

Processamento da dor no cérebro

Os pesquisadores então compararam as imagens e os dados obtidos com as sessões de fMRI sem acupuntura com os dados das sessões de fMRI com a acupuntura.

"A ativação das áreas do cérebro envolvidas na percepção da dor foi significativamente reduzida ou modulada sob a acupuntura," disse a Dra. Theysohn.

Durante a estimulação sem acupuntura, a fMRI revelou ativação significativa na área motora suplementar contralateral, no córtex somatossensorial, na ínsula bilateral precuneus e no córtex somatomotor ipsilateral.

Durante a acupuntura, a ativação na maioria dessas áreas de processamento da dor no cérebro foi reduzida significativamente.

Dor e expectativa de dor

Segundo a Dra. Theysohn, além dos efeitos específicos na sinalização da dor, a acupuntura também afetou a ativação cerebral em áreas que regem as expectativas de dor dos pacientes, semelhante a uma resposta analgésica de placebo.

"Acredita-se que a acupuntura aja por meio de pelo menos dois mecanismos não-específicos baseados na expectativa e na modulação específica da sinalização da dor," explica a pesquisadora.

"Nossas descobertas sustentam que esses dois mecanismos inespecíficos e o mecanismo específico de fato existem, sugerindo que a acupuntura pode ajudar a aliviar a dor," conclui.

Outro grupo de pesquisadores já havia demonstrado a eficácia da acupuntura observando mecanismos bioquímicos no cérebro.



Por: Redação do Diário da Saúde

Publicado em: 01/06/2011

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=acupuntura-percepcao-processamento-dor-cerebro&id=6549

Ioga reduz sensação de dor liberando hormônio que lida com estresse

Fibromialgia

A prática da ioga reduz os sintomas físicos e psicológicos da dor crônica em mulheres com fibromialgia.

O estudo é o primeiro a pesquisar os efeitos da ioga nos níveis de cortisol em mulheres com fibromialgia. Outros estudos já concluíram que a ioga ajuda a combater a fibromialgia, mas sem entrar em explicações fisiológicas.

A fibromialgia, que afeta predominantemente mulheres, é caracterizada por dor crônica e fadiga.

Seus sintomas mais comuns incluem rigidez muscular, distúrbios do sono, desconforto gastrointestinal, ansiedade e depressão.

Hormônio cortisol

Pesquisas anteriores descobriram que as mulheres com fibromialgia têm níveis mais baixos de cortisol do que a média, o que contribui para uma maior sensibilidade à dor, fadiga e estresse.

O cortisol é um hormônio esteroide que é produzido e liberado pela glândula adrenal e funciona como um componente do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA), em resposta ao estresse.

Segundo o novo estudo, a saliva das participantes revelou níveis mais elevados de cortisol total depois de um programa de 75 minutos de hatha ioga, duas vezes por semana, ao longo de oito semanas.

"Em termos ideais, os nossos níveis de cortisol alcançam seu máximo cerca de 30 a 40 minutos depois que nos levantamos pela manhã, e declinam ao longo do dia, até que estamos prontos para ir dormir novamente," diz a pesquisadora Kathryn Curtis, da Universidade de Iorque, nos Estados Unidos.

Nas mulheres com fibromialgia, contudo, a secreção desse hormônio, o cortisol, fica desregulado e foge a esse padrão.

Hatha ioga

A hatha ioga, embora seja um caminho de espiritualização, como os demais tipos de ioga, neste estudo foi analisada apenas do ponto de vista dos exercícios físicos envolvidos em sua prática, e do efeito desses exercícios sobre o corpo.

"A hatha ioga promove o relaxamento físico fazendo diminuir a atividade do sistema nervoso simpático, o que reduz a frequência cardíaca e aumenta o volume de ar inspirado. Acreditamos que este, por sua vez, tem um efeito positivo sobre o eixo HPA", diz Curtis.

"Nós vimos os níveis de 'mente alerta' aumentarem - elas eram mais capazes de separar a dor da sua experiência psicológica," diz Curtis.

Mente alerta

A "mente alerta" é uma forma de consciência mental ativa, enraizada em tradições budistas - por isto ela está sempre associada a alguma técnica de meditação.

Ela é obtida através do centramento total da atenção ao momento presente, com uma consciência das experiências interiores e exteriores, e sem qualquer julgamento - apenas observação serena.

"A ioga promove esse conceito - que nós não somos nossos corpos, nós não somos nossas experiências, e também não somos a nossa dor. Isso é extremamente útil no tratamento da dor," diz a pesquisadora. "Além disso, nossos resultados sugerem fortemente que as mudanças psicológicas afetam nossa experiência de dor física."



Por: Redação do Diário da Saúde

Publicado em: 03/08/2011

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=ioga-dor-libera-hormonio-estresse&id=6779





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Publicado em: 30/11/-0001

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